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Templates By Marina
DOIS MOMENTOS
I
Triste barco que vagueia
Na imensidao do mar
Vaga agora a deriva
Sem ter onde ancorar
Se perdeu na tempestade
Numa noite sem luar
Junto de um céu sem estrelas
Só raios a acompanhar
E o barco tão sem rumo
Não sabendo qual seu fim
Se apegou à esperança
De ser só tempo ruim
Mas os ventos responderam
E jeito não mais havia
Envergando sob as aguas
Aquele barco se via
Eram ondas sob ondas
Maremoto aconteceu
Foi uma luta constante
Que enfim emudeceu
E no meio daquela noite
A embarcação se perdeu
Aquele barco que havia
Naquele mar era eu.
II
Tempestade já passou
Hoje amanheceu o dia
O mar ontem tão bravio
Hoje é apenas calmaria
Um lindo sol no horizonte
Refletindo imensa luz
Gaivotas sendo levadas
Pelo vento que as conduz
O céu se abrindo em um azul
As nuvens tão leves pairando
Embelezam a figura do barco
Que antes estava vagando
Não mais está à deriva
Já pôs-se a navegar
Foi somente tespestade
Está pronto a velejar
E levanta sua vela
Ao mar ele pede passagem
Continuando seu curso
Seguindo com a viagem
Aquele barco à deriva
Que antes no mar se perdia
Chegará em seu destino
Saudando o novo dia!
**Ariana*
* Direitos Autorais Reservados *
©2004©
NÃO EXISTO MAIS
Não penso, não sinto, não vivo
Tudo é dor e lágrimas
Desespero e distância
Tudo é a dor da perda
Do vazio deixado por algo
Que nunca se teve
Que escorreu pelas mãos
Como areia fina
Deixando colada na pele
Apenas os grãos
As marcas que não saem
Que não soltam
Mesmo que a água lave
Areia fina a qual
Construi meu castelo
Que o vento levou
Que as ondas destruiram
Onde agora somente se vê
A areia plana
Onde o mar se quebra
Onde as espumas se aninham
Onde gaivotas procuram
Os restos de vida
Que ali foram enterrados
Para se alimentarem
Espaço vazio
Onde outras pessoas
Constroem, agora,
Seus sonhos por cima
De onde se fincavam os meus
Onde passo a fazer parte
De outros adornos
De construções que
Não são minhas
De uma vida que não é minha
Mas que, ao mesmo tempo
Faço parte
Por ser misturada
Ao material que as constrói
Passo a não ser mais eu
Passo a não ser mais nada
Passo a ser apenas o jazigo
De mim mesma
Onde minha alma jaz
E onde meu corpo sem vida
Vive num mundo que
Não é meu
Onde tudo começa e termina
Onde nada existe
Ond não existo mais.
**Ariana**
* Direitos Autorais Reservados *
©2004©
MAIS NADA
Não é lua
E Nem estrela
Não reina na madrugada
Não é sol
Nem céu azul
Nem janela ensolarada
Não é som
E nem é música
Nem é corda dedilhada
Não é sonho
Nem pensamento
Nem é visão retratada
Ela é o eco
E as esquinas
De uma noite estrelada
Ela é a sombra
E a penumbra
De uma janela fechada
Ela é o tom
É o desafino
De uma viola quebrada
Ela é miragem
É a lembrança
De uma foto tirada
E nesse arrimo do tempo
O que era antes, lamento
Página agora é virada
Já não tem mais importância
Hoje o que reina é distância
E a dor de não ser mais nada.
** Ariana **
* Direitos Autorais Reservados *
©2004©
PARA LONGE
Vazia...
E assim que ela se sente hoje...
Como quem perde a essência de si mesma...
Como quem não sabe para onde ir...
É como se ela sentisse um pedaço si arrancado,
Como se o chão saísse de seus pés
E ela caísse num abismo sem fim...
Ela se sente cansada...
De não deixar de pensar, nem de sentir
E segurar sempre tudo dentro de si
Por apenas migalhas de atenção
Segue seu caminho como assim o escolheu
Mas tendo as lembranças sempre vivas na memória
E os sentimentos sempre vivos no peito
Para dá-los a ninguém
Ela se sente triste por ver o que vê
Por ver a distancia cada vez mais presente
O esquecimento se tornando constante
E a importância se perdendo no tempo
Chora sua saudade, calada e muda
Tendo como companhia suas lagrimas nos olhos
E Deus lá no céu, que assiste sempre a tudo
Ela lamenta tudo o que se perdeu
Vendo tudo o que era pó, e se ergueu, ao pó voltar
Nada mais pode fazer, só esperar
Que o vento leve tudo para longe.
** Ariana **
* Direitos Autorais Reservados *
©2004©